Período de retorno de eventos extremos em Alagoas e suas causas climáticas

  • Iara Bezerra da Silva Cavalcante Universidade Federal de Alagoas
  • Djane Fonseca da Silva Universidade Federal de Alagoas
Palavras-chave: Análise de Ondeletas, ENOS, Dipolo do Atlântico

Resumo

O objetivo deste trabalho é calcular o período de retorno de eventos extremos para alguns municípios de Alagoas, bem como a probabilidade de ocorrência e identificar suas causas climáticas através da análise de ondeletas (AO). Os dados são provenientes da Agência Nacional das Águas (ANA), com períodos variados para cada município. Por se tratar de período de retorno, as séries podem e devem ser com período variados, visto que os eventos extremos de cada local, ocorrem em períodos diferentes. Em todos os municípios, a AO identificou as escalas intrassazonais, semestrais, interanuais, o ENOS, o ENOS estendido, o Dipolo do Atlântico, as manchas solares e a ODP, sendo as escalas dominantes da ODP e das manchas solares, que contribuíram para os anos secos e chuvosos.

Keywords: Wavelet Analysis. ENSO. Atlantic Dipole.

 

Abstratc  

The objectives of this work are to calculate the period of return of extreme events in some municipalities of Alagoas, their probability of occurrence and to identify their climatic causes through wavelets analysis (AW). The data come from the National Water and Basic Sanitation Agency (ANA), considering different periods for each municipality. Because it is a return period, the series may and should be varied, once the extreme events in each location occur in different times. In all municipalities, wavelets analysis identified the inter-seasonal, half-yearly, inter-annual scales, el niño southern oscillation (ENSO), extended ENSO, Atlantic Dipole, sunspots and Pacific Decadal Oscillation (PDO), being PDO and sunspots the dominant scales, which contributed to the dry and rainy Years.

Referências

ANDREOLI, R.; KAYANO, M. A importância relativa do Atlântico Tropical Sul e Pacífico Leste na variabilidade de precipitação do nordeste do Brasil. Revista Brasileira de Meteorologia, São Paulo, n. 1, p. 64-73, 2007. Disponível em: https://www.scielo.br/j/rbmet/a/ny9VJ9WHx7Dz8kfX5fvp8zg/?format=html〈=pt Acesso em: 15 ago. 2018.

ARAGÃO, J. O. R. O impacto do ENSO e do Dipolo do Atlântico no nordeste do Brasil. Bull Inst. Fr. Études Andines, Lima, v.27, v. 3, p.839-844, 1998. Disponível em: https://www.scielo.br/j/rbmet/a/ny9VJ9WHx7Dz8kfX5fvp8zg/?format=html〈=pt Acesso em: 08 mar. 2018.

CORREIA FILHO, W. L. F.; LUCIO, P. S.; SPYRIDES, M. H. C. Caracterização dos extremos de precipitação diária no Nordeste do Brasil. Boletim Goiano de Geografia, Goiânia, v. 36, n. 3, p. 539-554, 2016. https://www.redalyc.org/articulo.oa?id=337148745009 Acesso em: 22 maio 2019.

FREIRE, F. G. C. et al. Estudo das precipitações máximas para o município de Mossoró-RN, Brasil. Revista Brasileira de Agricultura Irrigada, Fortaleza, v. 6, n.1, p. 3-7, 2013. Disponível em: https://www.inovagri.org.br/revista/index.php/rbai/article/view/85 Acesso em: 11 abr. 2019.

FREIRE, N. C. F.; BONFIM, C. V.; NATENZON, C. E. Vulnerabilidade socioambiental, inundações e repercussões na Saúde em regiões periféricas: o caso de Alagoas, Brasil. Ciência & Saúde Coletiva, Rio de Janeiro, n. 19, p. 3755-3762, 2014. Disponível em: https://www.scielo.br/j/csc/a/7ZHTp8Z9frPgCh3zLrtR5RD/abstract/?lang=pt Acesso em: 01 set. 2018.

GOMES, G. T. C. Erros na estimativa de eventos extremos de vazão usando precipitação estimada por radar. 2018. Dissertação (Mestrado em Recursos Hídricos e Saneamento) –Universidade Federal de Alagoas, Maceió, 2018. Disponível em: http://www.repositorio.ufal.br/jspui/handle/riufal/4935 Acesso em: 20 jul. 2019.

GONDIM, J. et al. A seca atual no semiárido nordestino: impactos sobre os recursos hídricos. Brasília, 2017.

MENDONÇA, F. C. Precipitações. Piracicaba: Escola Superior de Agricultura “Luiz de Queiroz”.

OLIVEIRA, M. Ciclos climáticos e causas naturais das mudanças do clima. TERRÆ Didática, Campinas (SP), v. 13, n. 3, p. 149 -184, 2017. Disponível em: https://www.ige.unicamp.br/terraedidatica/v13_3/133-1%20.html. Acesso em: 14 maio 2018.

QUEIROZ ROSENDO, E. E. Q. et al. Extreme rainfall and territorial disorder in the construction of risk: a case study in the Cabaceiras Municipality of Paraíba, Brazil. Cuadernos de Geografía - Revista Colombiana de Geografía, Bogotá, v. 24, n. 2, p. 189-203, 2015. Disponível em: https://www.ige.unicamp.br/terraedidatica/v13_3/PDF13_3/td13-3-171-1.pdf. Acesso em: 07 maio 2018.

REBOITA, M. S. et al. Causas da semi-aridez do sertão nordestino. Revista Brasileira de Climatologia, Curitiba, v. 19, p. 254-274, 2016. Disponível em: https://revistas.ufpr.br/revistaabclima/article/view/42091 Acesso em: 30 set. 2018.

SILVA, D. F. Aplicação das análises de ondeletas para previsão climática e na prevenção de risco climático no Estado do Ceará. In: LOURENÇO, L. F.; MATEUS M. A. (org.). Riscos naturais, antrópicos e mistos: homenagem ao Prof. Dr. Fernando Rebelo. Coimbra-Portugal: Universidade de Coimbra, v. 1, p. 235-250, 2013.

SILVA, D. F.; SOUSA, F. A. S.; KAYANO, M. T. Escalas temporais da variabilidade pluviométrica na bacia hidrográfica do Rio Mundaú. Revista Brasileira de Meteorologia, São Paulo, n. 3, p. 324 - 332, 2010. Disponível em: https://www.scielo.br/j/rbmet/a/zxx35tmMhFj5bFXpG6CCxwt/abstract/?lang=pt. Acesso em: 22 jul. 2019.

SILVA, D. F.; GALVÍNCIO, J. D. Estudo da influência da oscilação decadal do Pacífico no Nordeste do Brasil. Revista Brasileira de Geografia Física, Ceará, v. 4, n.4, p. 665, 2011. Disponível em: https://periodicos.ufpe.br/revistas/rbgfe/article/view/232677. Acesso em: 22 jul. 2019.

SILVA, D. F. Aplicação de Análises de ondaletas para detecção de ciclos e extremos pluviométricos no leste do nordeste do Brasil. Revista Brasileira de Meteorologia, São Paulo, n. 32, p. 187-198. 2017. https://www.scielo.br/j/rbmet/a/77RZdZy9dwSy6V4rNZL6pKK/abstract/?lang=pt Acesso em: 04 jul. 2018.

SANTOS, M. S. M. Análise hidro-meteorológica de cheias na região norte de Portugal. 2015. Tese (Doutorado em Geografia) – Universidade de Lisboa, Instituto de Geografia e Ordenamento do Território, Lisboa, 2015. Disponível em: https://repositorio.ul.pt/handle/10451/22856 Acesso em: 22 ago. 2018.

SOUZA, N. Com histórico de cheias em Alagoas, estado aprendeu a recomeçar do zero.

Disponível em: http://g1.globo.com/al/alagoas/noticia/2014/06/com-historico-de-cheias-em-alagoas-estado-aprendeu-recomecar-do-zero.html. Acesso em: 3 maio 2019.

WANDERLEY, H. S. AMORIM, R. F. C.; CARVALHO, F.O. Interpolação espacial da precipitação no estado de Alagoas utilizando técnicas geoestatística. Campo Digit@l, Campo Mourão, v.8 n. 1, p. 34-41, 2013.

Publicado
2021-12-07
Como Citar
CAVALCANTE, I.; DA SILVA, D. Período de retorno de eventos extremos em Alagoas e suas causas climáticas. Revista Mineira de Recursos Hídricos, v. 2, 7 dez. 2021.