Bacia hidrográfica do rio Manhuaçu

caracterização ambiental e proteção de nascentes

Palavras-chave: Políticas públicas, Bacia hidrográfica, Gestão ambiental, Bacia do Rio Doce

Resumo

Os objetivos deste trabalho foram: (1) realizar a caracterização ambiental da bacia do Rio Manhuaçu e das principais sub-bacias; (2) descrever as atividades de gestão relacionadas ao manejo dentro da bacia do Rio Manhuaçu e propor medidas que favoreçam a restauração florestal de APPs de nascentes. Foi utilizado um mosaico ASTER/DEM, com 30m de resolução espacial e extraído hidrografia numérica da bacia e posterior delimitação das sub-bacias acima de 4ª ordem. Visitas as principais sub-bacias foram realizadas para melhor caracterização e descrição. A bacia do Rio Manhuaçu possui 8.805,33 km² de área e é uma das principais sub-bacias do Rio Doce e compreende os estados de Minas Gerais e Espírito Santo, possui 31 sub-bacias acima de 4ª odem, com a maior, Rio José Pedro, corresponde a 40% da área da bacia. A cultura cafeeira é predominante na região de cabeceira, ocorrendo uma transição para a pecuária leiteira em direção a foz. Uma das principais atividades ocorrentes na bacia com a participação dos comitês é o cercamento de nascentes e o plantio de espécies nativas. Atividades de proteção das nascentes são importantes ações para promoção da melhora na qualidade de água, sendo necessária a ampliação e distribuições das nascentes protegidas no Rio Manhuaçu. Tais atividades podem ser mais bem conduzidas com o plantio de mudas de qualidade e viveiros próximos ao local de plantio e ampliação das medidas que garantam água em quantidade e qualidade na bacia como forma de manejo integrado.

Keywords: Public policies, Watersheds, Environmental management, Rio Doce Basin

 

Abstratc

Manhuaçu river Watershed has an area of 8,805.33 km² and is one of the main sub-basins of the Doce River, comprising the states of Minas Gerais and Espírito Santo. The objectives of this work were: (1) to carry out the environmental characterization of the Manhuaçu River watershed and its main sub-watershed; (2) describe activities related to the protection of springs in the Manhuaçu River watershed and propose measures that favor the forest restoration of springs in Permanent Preservation Areas (PPA). An ASTER / DEM mosaic was used, with 30m of spatial resolution and extracted numerical hydrography of the watershed as well as subsequent delimitation of the sub-watersheds above 4th order. Visits to the main sub- watershed were made for better characterization and description. It was observed that the major watershed has 31 sub-watersheds above the 4th order. The largest one is José Pedro River sub-watershed that corresponds to 40% of the total area. Coffee culture is predominant in the river head region, transitioning to dairy farming towards the mouth. Setting up fences and planting native species around springs are some of the main actions in the watershed supported by watershed committees. The protection of springs is an important measure to improve water quality. Therefore, increasing the number of protected springs in the Manhuaçu River watershed is required. Such activities can be better conducted with the planting of quality seedlings and setting up nurseries close to the planting site, as wells as expanding measures that guarantee water in quantity and quality in the watershed as a form of integrated management.

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Biografia do Autor

Rodolfo Alves Barbosa, Universidade Federal de Viçosa (UFV)

Doutor e Mestre em Ciência Florestal pela Universidade Federal de Viçosa – UFV. Graduado em Engenharia Florestal pela UFV. Analista Pleno em Ciências Agrárias pelo Instituto Guaicuy – SOS Rio das Velhas.

Alexandre Simões Lorenzon, Universidade Federal de Viçosa (UFV)

Doutor e Mestre em Ciência Florestal pela Universidade Federal de Viçosa – UFV.  Professor do Departamento de Engenharia Florestal da UFV. Desenvolve atividades de ensino, pesquisa e extensão na área de Recursos Florestais e Engenharia Florestal, com ênfase em geoprocessamento e otimização.

 

 

Kelly Cristina Tonello, Universidade Federal de São Carlos (UFCAR)
Doutora em Engenharia Agrícola pela Universidade Estadual de Campinas – Unicamp. Mestre em Ciência Florestal e graduada em Engenharia Florestal pela Universidade Federal de Viçosa – UFV. Professora pela Universidade Federal de São Carlos – UFSCAR/ Campus Sorocaba. Especialista em hidrologia florestal e manejo de bacias hidrográficas.   
João Batista Lúcio Corrêa, Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia do Sudeste de Minas Gerais

Doutor e Mestre em Ciência Florestal, e Graduado em Engenharia Agronômica pela Universidade Federal de Viçosa – UFV. Professor no Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia do Sudeste de Minas Gerais (Rio Pomba/MG). Especialista na área de gestão ambiental e manejo de microbacias hidrográficas.

 

 

 

Julieta Bramorski, Universidade Federal do Amapá (UNIFAP)

Pós doutorado no Laboratoire d'étude des Transferts en Hydrologie et Environnement - (LTHE) da Université Joseph Fourier (Grenoble-França). Doutora e Mestra em Ciências da Engenharia Ambiental pela Escola de Engenharia de São Carlos da Universidade de São Paulo – EESC/USP. Graduada em Ciências Biológicas pela Fundação Universidade Regional de Blumenau – FURB. Professora Titular da Universidade Federal do Amapá – UNIFAP.  Atua nas áreas de conservação de água e solo, manejo de bacias hidrográficas e hidrologia florestal

 

Herly Carlos Teixeira Dias, Universidade Federal de Viçosa (UFV)

Pós-doutorado em Hidrologia Florestal (Universidade de Cordoba, ES). Doutor em Agronomia pela Universidade Federal de Viçosa – UFV. Mestrado em Engenharia Florestal e Graduado em Engenharia Florestal pela Universidade Federal de Lavras – UFLA. Professor Titular do Departamento de Engenharia Florestal da Universidade Federal de Viçosa – UFV. Especialista em hidrologia florestal e manejo de bacias hidrográficas.

 

Publicado
2021-03-09
Como Citar
BARBOSA, R.; LORENZON, A.; TONELLO, K.; CORRÊA, J. B.; BRAMORSKI, J.; DIAS, H. Bacia hidrográfica do rio Manhuaçu. Revista Mineira de Recursos Hídricos, v. 1, n. 2, 9 mar. 2021.